Toda empresa tem uma meta de receita. Pouquíssimas sabem quantas reuniões precisam acontecer na terceira semana de março para que essa meta seja atingida. A diferença entre as duas situações não é ambição. É método.
Quando a meta não é desdobrada, cada área otimiza o próprio indicador. O marketing comemora o custo por lead, vendas reclama da qualidade, e a diretoria só descobre que o trimestre foi perdido quando já é tarde para corrigir.
Comece pelo contrato, não pelo lead
O desdobramento correto é feito de trás para frente. Parte da receita desejada, passa pelo ticket médio, chega ao número de contratos e, a partir das taxas de conversão reais de cada etapa, encontra o volume de propostas, reuniões e leads necessários.
- 01Receita da meta ÷ ticket médio = contratos necessários
- 02Contratos ÷ taxa de fechamento = propostas necessárias
- 03Propostas ÷ taxa de proposta = reuniões necessárias
- 04Reuniões ÷ taxa de agendamento = leads qualificados necessários
Com esse modelo, a pergunta deixa de ser “quanto investir em marketing?” e passa a ser “quanto custa uma reunião em cada canal, e quantas eu preciso de cada um?”.
Reuniões necessárias por semana
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Exemplo: meta de R$ 1,2 mi no trimestre, ticket de R$ 12 mil, fechamento de 25% e 60% das reuniões virando proposta.
Fonte: Modelo de receita Growthmax · exemplo
Trate os canais como uma carteira
Depois do desdobramento, cada canal recebe uma meta própria de reuniões e um custo-alvo. Canais com custo por reunião abaixo do alvo ganham verba; os que estão acima entram em teste ou são pausados. É gestão de carteira aplicada a crescimento.
O plano bom não é o que acerta o número de janeiro. É o que mostra em fevereiro onde corrigir.
O plano só existe se tiver ritual
Um modelo de receita na gaveta vale tanto quanto nenhum. O que sustenta o plano é uma reunião semanal curta, com um painel único de marketing e vendas, em que se olha a mesma pergunta: estamos no ritmo de reuniões necessário? Se não, qual canal ou etapa explica a diferença?


